“We’re all mad here.”
Pense em seis coisas impossíveis e todas se tornam realidade no país das maravilhas. Assim era o livro e a animação feita pela Disney, o mesmo não pode ser dito do filme de Tim Burton. A mistura desses dois ingredientes que tinham tudo para dar no filme mais surpreendente dos últimos tempos, não deu certo.
Burton, que não perde nem para Michel Gondry e Charlie Kaufman no que diz respeito à histórias absurdas, poderia ter extravasado toda a sua loucura em Alice no País das Maravilhas, a história perfeita para fazer um filme que mais parece uma “viagem lisérgica”. Mas Tim Burton parece que se sentiu oprimido pelo clássico de Lewis Carrol.
Burton se concentra muito na excentricidade das roupas e maquiagens, mas não consegue transmitir a mesma sensação do livro ou mesmo do desenho da Disney. Enquanto neste você se sente tão perdido quanto a personagem principal e tonto pelas cores diálogos sem sentido, o filme de Burton parece didático.
Como sempre, efeitos digitais não conseguem esconder um roteiro fraco. Infelizmente, o filme, mesmo em 3D, é frustrante tanto para os fãs de Burton quanto para os fãs de Alice.
A história de Alice no País das Maravilhas surgiu em 1862, quando Carroll fazia um passeio de barco no rio Tâmisa e tinha que entreter as três irmãs Liddell, filhas do vice-chanceler da Universidade de Osford, dentre elas Alice Liddell, de 10 anos. Neste passei ele contou a história de uma garota chamada Alice que ia parar em um mundo fantástico após cair em uma toca de um coelho. A Alice da vida real gostou tanto da história que pediu que Carroll a escrevesse.
Ele atendeu ao pedido e em 1864 a presenteou com um manuscrito chamado Alice’s Adventures Underground, ou As Aventuras de Alice Embaixo da Terra, em português. Mais tarde ele decidiu publicar o livro e mudou a versão original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil, acrescentando as cenas do Gato de Cheshire e do Chapeleiro Louco.
A tiragem inicial de dois mil exemplares de 1865 foi removida das prateleiras, devido a reclamações do ilustrador John Tenniel sobre a qualidade da impressão. A segunda tiragem esgotou-se nas vendas rapidamente, e a obra se tornou um grande sucesso, tendo sido lida por Oscar Wilde e pela rainha Vitória e tendo sido traduzida para mais de 50 línguas.
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